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Perguntas Frequentes

O que é uma holding familiar?

É uma pessoa jurídica constituída para centralizar a administração do patrimônio de uma família — imóveis, participações societárias, aplicações financeiras, entre outros bens. Os herdeiros passam a deter cotas ou ações dessa empresa, em vez de possuir os bens diretamente, o que costuma facilitar a gestão e o planejamento sucessório.

Holding patrimonial reduz o imposto de herança (ITCMD)?

Em algumas estruturas, a doação de cotas em vida, com reserva de usufruto, pode gerar economia em comparação ao inventário tradicional, dependendo da legislação estadual do ITCMD e da forma como a operação é estruturada. Não é uma regra automática: o benefício tributário depende da análise técnica do caso concreto, junto a um advogado e a um contador.

Quais bens podem entrar em uma holding?

Em geral, imóveis, participações em outras empresas, aplicações financeiras e outros ativos podem ser integralizados ao capital social da holding. A viabilidade e a forma de integralização de cada bem dependem de sua natureza e da estrutura societária escolhida.

Holding substitui o inventário?

Não integralmente. Bens que já estão sob a titularidade da holding, com cotas doadas em vida aos herdeiros, tendem a não entrar no inventário — mas bens mantidos fora da estrutura, ou adquiridos após sua constituição, ainda podem estar sujeitos ao processo sucessório comum. Por isso, a holding costuma ser parte de um planejamento sucessório mais amplo, não uma solução isolada.

Quanto custa constituir uma holding familiar?

O custo varia conforme o número e a natureza dos bens envolvidos, a estrutura societária escolhida e os tributos incidentes na transferência dos ativos (como ITBI e ITCMD, quando aplicáveis). Uma avaliação prévia é necessária para estimar custos e comparar cenários antes de decidir pela constituição.

Holding protege o patrimônio contra credores?

A holding pode oferecer alguma organização e separação patrimonial, mas não é um instrumento para blindar bens contra dívidas já existentes ou fraudar credores — o que pode inclusive ser anulado judicialmente (fraude contra credores ou fraude à execução). A proteção patrimonial legítima está mais associada à organização preventiva do patrimônio do que a uma garantia de imunidade contra cobranças.

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